Argentina busca apoio da China na produção de máquinas agrícolas

19 de maio de 2016

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Argentina, um dos produtores agrícolas mais importantes do mundo, procura integrar sua indústria de fabricação de máquinas agrícolas nas cadeias globais de valor, com a ajuda da China.


Fundada em 1958 pelos irmãos Santos e Quinto Giorgi, na cidade de Fuentes, na província de Santa Fé, a empresa começou como uma pequena loja de reparação de máquina e cresceu para se tornar um dos principais fabricantes de semeadoras da Argentina.

Durante as últimas duas décadas, o cultivo da soja tornou-se um pilar da economia no centro da Argentina, com a qual a indústria de máquinas agrícolas cresceu junto, disse Osvaldo Giorgi.

A empresa produz hoje cerca de 4.000 máquinas semeadoras por ano, principalmente para fazendas nacionais, e no passado chegou a exportar principalmente para países vizinhos, como Bolívia e Uruguai, além de países distantes como a Ucrânia e a Rússia. 

Apesar da alta do dólar comparado com a moeda Argentina ter dificultado as exportações, Giorgi disse que não perdeu a esperança devido as possíveis fusões com empresas Chinesas. 

Em entrevista ao La Nacion, Giorgio  citou a parceria entre a fabricante Argentina “Apache” com a “Shandong Changlin“, um dos principais fabricantes chineses de máquinas agrícolas, como um exemplo de complementaridade bem sucedida entre Argentina e China. 


A China é o segundo maior parceiro comercial da Argentina. Como um tradicional produtor e exportador de produtos agrícolas primários, o país sul-americano já está a ajudar a China reforçando a segurança alimentar, e agora espera aumentar sua exportação de bens de alta tecnologia e de valor acrescentado para o gigante asiático em uma tentativa de otimizar a sua estrutura econômica. 

Além de máquinas agrícolas, Pequim tem  ajudado a Argentina a modernizar e reforçar as demais indústrias estratégicas, incluindo a indústria ferroviária, engenharia hidráulica e energia nuclear



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