ARGENTINA E URUGUAI REGISTRAM QUEDA NO DESEMPENHO ESCOLAR

10 de fevereiro de 2016

Foto: Arquivo/El Pais/EFE

O México e Brasil estão entre cinco países que reduziram a baixo desempenho em matemática entre 2003 e 2012, enquanto o Uruguai foi o segundo onde mais aumentou, de acordo com o relatório divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) cerca de 64 nações.

No Uruguai, a percentagem de alunos de 15 anos sem o nível mínimo estabelecido pela OCDE em matemática aumentou de 48% para 55% entre o PISA 2003 e 2012, em que este novo estudo se baseia.

México é o país que reduziu essa percentagem subir de 65% para 55%, enquanto no Brasil caiu de 75% para 67%.

Brasil, México, Tunísia, Turquia, Alemanha, Itália, Polónia, Portugal e Rússia conseguiram reduzir o percentual de estudantes sem o nível mais baixo nesse período.

Para a OCDE, isso mostra que os resultados educacionais dependem de muitos mais factores do que apenas a renda per capita de um país, de modo que todas as nações podem melhorar o desempenho dos alunos se eles implementam as políticas certas.

“Os países e as economias em que a maioria dos jovens de 15 anos marcou abaixo do nível básico de conhecimentos e habilidades em um, dois ou todos os três indivíduos que avalia PISA poderia considerar a realização de reformas educacionais abrangentes ou tipo integral. Em 15 países, um mais do que um de cada dois alunos tiverem um desempenho fraco em matemática, em dez países, mais 2 do que um de cada dois alunos tiverem um desempenho fraco em leitura, e em 9 países, 3 mais
um de cada dois alunos tiverem um desempenho fraco na ciência. A maioria dos países são de renda média-alta na América Latina (Brasil, Colômbia, Costa Rica, México e Peru), Europa (Albânia e Montenegro), da Ásia (Malásia), Ásia Central (Cazaquistão) e no Oriente Médio e Norte da África (Jordânia e Tunísia); três países de alta renda na América Latina (Argentina, Chile e Uruguai) e um no Médio Oriente (Qatar); e do país média-baixa do Leste da Ásia (Indonésia), “o rendimento observado no estudo.
Espanha manteve entre 2003 e 2012, a mesma percentagem de alunos com fraco aproveitamento em matemática, cerca de 25%, seguido a mesma tendência que os Estados Unidos, estável em 25%.

No geral, a percentagem de alunos com baixo desempenho em matemática aumentou em 14 países, e fê-lo por mais de 7 pontos percentuais na Suécia, Uruguai, Nova Zelândia e Eslováquia.

No lado oposto do gráfico, esse percentual caiu nove países, incluindo o México, Tunísia e do Brasil, com quedas de cerca de 10 pontos percentuais.

No entanto, o México e o Brasil estão entre os vinte países com maior percentagem de alunos de 15 anos são muito baixas em matemática, leitura e ciência, as três áreas analisadas.

Analisando os 34 países da OCDE, o estudo mostra um aumento de 0,7 pontos percentuais na percentagem de estudantes sem o nível mínimo em matemática.

Os resultados são melhores em leitura, porque os países da OCDE que participaram no PISA relatórios (sigla em Inglês do Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2000 e 2012 reduziu a percentagem de mau desempenho nesta área em 1,6 pontos percentagem de média.

A maior ciência progressos registados, uma queda de 2,1 pontos percentuais, em média, entre 2006 e 2012.

Xangai (China), Singapura, Hong Kong (China), Coreia do Sul, Vietnã, Finlândia, Japão, Macau (China), o Canadá ea Polónia possuem os melhores resultados nas três áreas estudadas, menos ou cerca de 10% alunos sem o nível mínimo.

No lado oposto, Indonésia, Peru, Colômbia, Qatar, Argentina, Brasil e Tunísia estão entre os dez a maioria dos estudantes sem o nível mínimo em todos os três indivíduos, com percentuais acima de 50%.

Os alunos são mais propensos a apresentar um fraco desempenho se eles vêm de uma família pobre, se eles são filhos de imigrantes, se você tiver apenas um dos pais e se frequentar uma escola rural.

Outros fatores de risco incluem não ter pré-escolar, tendo repetido um ano, mau comportamento, gestão escolar pobre, ou a política de educação ineficaz pelo governo.

Os 15 anos de idade são muito baixos estão em maior risco de abandono, muitas vezes acabam em trabalhos menos remunerados e pouco compensador, participam menos na política e mostrar uma saúde mais precária.

O estudo completo da OCDE veja no link a seguir PISA-2012-alunos-de-under-rendimiento.pdf

Fonte: El Pais/Uruguai/ EFE

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