As prisões por corrupção no Brasil cresceram mais de 400 por cento em quatro anos

24 de junho de 2016

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Foto: EBC
O ato de corromper ou ser corrompido tem levado a mais prisões no Brasil. É o que indica o censo nacional da população carcerária de 2010, elaborado pelo Ministério da Justiça.
Entre 2010 e 2014, a corrupção passiva (quando um particular oferece proveito indevido para um funcionário público) cresceu 438,7% entre os crimes que motivaram sentenças de detenção em regime fechado, que passaram de 93 para 501 casos.
A corrupção ativa (quando o agente do Estado solicita, recebe ou aceita promessa de vantagem ilegal) também aumentou no período, embora em menor índice, passando de 575 para 942 ocorrências, o que representa uma alta de 63,8%.
Apesar desse incremento, os dois tipos de crime respondem por apenas 0,2% do total contabilizado nas cadeias brasileiras.
Panorama
A baixa proporção de condenados por corrupção entre a população carcerária (em que predominam delitos como roubo e furto) não é exclusividade do Brasil.
Conforme o subprocurador-geral da República Marcelo Muscogliati, coordenador da Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal, tal aspecto é verificado em qualquer parte do mundo, devido à dificuldade de obtenção de provas desse tipo de crime. (O SUL)

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