China muito preocupada com as declarações de Trump sobre Taiwan

12 de dezembro de 2016

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Foto:Divulgação
A China está “gravemente preocupada” com as declarações do presidente eleito Donald Trump, que no domingo ameaçou restaurar relações com Taiwan, deixando de lado o compromisso de quase 40 anos dos Estados Unidos com Pequim, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa.
Se Washington romper o compromisso, “o saudável e estável crescimento da relação China-EUA, assim como a cooperação bilateral em grandes áreas estariam fora de questão”, advertiu o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores Geng Shuang.
“A questão de Taiwan afeta a soberania e a integridade territorial da China. Está ligada aos interesses fundamentais da China. O respeito do princípio de uma só China é a principal do desenvolvimento das relações China-EUA”, recordou Geng.
Em uma entrevista no domingo ao canal Fox, Trump ameaçou deixar de lado o “princípio de uma só China”.
A todo país que deseja estabelecer relações diplomáticas com a China, Pequim exige o reconhecimento deste princípio.
Isto impede qualquer independência formal de Taiwan, separada politicamente do continente desde 1949 e que Pequim deseja unificar com restante da China.
“Não entendo por que temos que estar atados a essa política, a menos que consigamos um acordo com a China sobre outros temas, incluindo o comércio”, disse Trump.
O presidente eleito já havia provocado o descontentamento de Pequim ao conversar por telefone em novembro com a presidente taiwanesa Tsai Ing-wen.
Um jornal chinês advertiu nesta segunda-feira o “ignorante” presidente eleito Donald Trump contra qualquer reconhecimento oficial americano a Taiwan.
“A política de uma só China não é negociável”, adverte um artigo, sem o nome do autor, publicado no site do jornal nacionalista chinês Global Times, que considera Trump “tão ignorante como uma criança” em termos de diplomacia.
Se o próximo presidente americano apoiar abertamente a independência de Taiwan e aumentar a venda de armas à ilha, Pequim poderia então passar a respaldar “forças hostis aos Estados Unidos”, adverte o artigo.
“Por quê não poderíamos respaldá-las ou vender armas secretamente?” questiona.(Isto é Dinheiro)

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