Defesa e acusação estudam mudar estratégias para o segundo dia de julgamento do impeachment de Dilma no Senado

26 de agosto de 2016

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Os advogados que comandam a acusação e a defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff no julgamento do impeachment no Senado fizeram uma avaliação positiva do primeiro dia do processo, nesta quinta-feira (25). O julgamento será retomado às 9h desta sexta-feira (26), e os dois lados estudam mudanças na atuação em plenário.
Coautora do pedido de impeachment em análise, Janaína Paschoal diz “não trabalhar com estratégia”, mas adiantou que vai pedir a suspeição de cinco das seis testemunhas indicadas pela defesa.
Nesta quinta-feira, o procurador Júlio Marcelo, representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, foi indicado pela acusação como testemunha, mas foi desqualificado e falou como informante em razão de uma postagem feita em rede social. “O critério que o ministro Lewandowski [Ricardo, presidente do Supremo Tribunal Federal] adotou foi um critério bastante rígido, no sentido de que qualquer manifestação política de um promotor faz com que esse promotor passe a ser suspeito”, disse.
Advogado de defesa de Dilma, o ex-ministro José Eduardo Cardozo comemorou a decisão do presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, em relação a Júlio Marcelo, e disse não temer que o mesmo ocorra em relação às testemunhas de defesa.
“Temos uma situação de absoluta tranquilidade. Nenhuma testemunha para nós é vital como era Júlio Marcelo para eles, se houver decisão para retirar, vamos retirar. Acho que a acusação cometeu um erro hoje, as duas testemunhas jogaram contra”, declarou Cardozo.
Segundo ele, os depoimentos das testemunhas de acusação comprovam que uma tese foi construída artificialmente para incriminar Dilma. O advogado não adiantou se pretende questionar as afirmações dessas testemunhas à Mesa Diretora ou ao Supremo.
Nesta sexta-feira, devem ser ouvidas seis testemunhas indicadas pela defesa: o ex-secretário-executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa; o economista Luiz Gonzaga Belluzzo; o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa; a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck; o professor de direito da UERJ Ricardo Lodi Ribeiro; e o professor de direito da UFRJ Geraldo Prado. (AG)

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