Ex-secretário argentino é preso tentando esconder dólares em convento

15 de junho de 2016

Tags:Argentina
foto: reprodução
Um ex-funcionário do governo argentino, responsável pela execução de obras públicas no país nos últimos 12 anos, durante os governos Kircher, foi preso neste terça  (14) enquanto tentava esconder mais de US$ 8 milhões em um convento. José López foi acusado de porte ilegal de arma e será investigado por lavagem de dinheiro.
Secretário de Obras Públicas dos ex-presidentes Néstor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015), López era homem de confiança do casal. Atualmente, é deputado argentino do Parlasul – o Parlamento do Mercosul.
Na madrugada desta terça-feira, López foi visto por um vizinho jogando sacolas de dinheiro sobre o muro de um convento na cidade de General Rodriguez, a cerca de 60 quilômetros de Buenos Aires. Por achar o comportamento estranho, o homem ligou para a polícia. López tentou evitar a prisão pedindo as freiras que abrissem o portão, alegando que queria fazer uma doação à Igreja, mas acabou sendo preso por porte ilegal de armas: além de fardos de dólares, euros, ienes e moeda do Catar, ele levava joias e um rifle semiautomático.
Segundo o chefe de segurança da província de Buenos Aires, Cristian Ritondo, no total foram encontradas 160 sacolas com dinheiro. A imprensa argentina diz que a quantia chega a um valor entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões.
López será investigado por lavagem de dinheiro. “Não estamos falando de um personagem menor”, disse o chefe de gabinete do presidente Mauricio Macri, Marcos Pena, ao lembrar que López era o responsável por obras públicas nos governos Kirchner e que muitas delas estão sendo questionadas por falta de transparência e corrupção.
Em abril, os argentinos assistiram a outra cena cinematográfica ligada a suspeitas de corrupção: a Justiça mandou vasculhar as terras do empreiteiro Lázaro Báez com escavadeiras, em busca de dólares que ele supostamente teria enterrado e encontrou uma mala com US$ 90 mil.
Báez enriqueceu com a realização de obras públicas durante os governos Kirchner. Amigo do casal, ele é suspeito de ser testa de ferro da família e foi preso, acusado de lavagem de dinheiro. A Justiça argentina também investiga Cristina Kirchner por enriquecimento ilícito.(O SUL)

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