FEDERARROZ RELATA PERDAS COM CHUVA EM EXCESSO E PEDE AUXÍLIO A DILMA

29 de dezembro de 2015

Enchentes e precipitações comprometem o desenvolvimento das lavouras na Fronteira Oeste e Depressão Central

As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul, especialmente a Fronteira Oeste e a Depressão central, comprometem o estabelecimento e desenvolvimento das lavouras de arroz. Em diversas regiões, existem relatos de perdas, tanto pelas enchentes quanto pelo volume anormal e pontual de precipitações. O setor já vinha sofrendo os problemas do El Niño, motivo da extensão do período de plantio autorizada pelo Ministério da Agricultura, mas algumas áreas não conseguiram ser concluídas, o que vai interferir negativamente nos próximos boletins oficiais de previsão de safra.
No fim de semana, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) pediu auxílio ao prefeito de Uruguaiana, Luiz Fuhrmann Schneider, que repassou um documento endereçado à presidente da República, Dilma Rousseff. Ela vistoriou os estragos na região ainda no sábado. A Federarroz pede apoio para os produtores atingidos pelo excesso de chuvas. “Fatalmente precisaremos de apoio na equalização dos financiamentos e encargos, além de um prazo mais longo de pagamento para alguns produtores, com o objetivo de mantê-los adimplentes e na atividade”, salienta o presidente da entidade, Henrique Dornelles.
O dirigente lembra, ainda, que o El Niño pegou os produtores descapitalizados após um período de comercialização frustrada no primeiro semestre de 2015, onde muitos tiveram que vender a produção ao valor de R$ 32 a saca. “O que mais preocupa a Federarroz é que qualquer perda aumenta o custo unitário por saca. Estamos trabalhando com custos extremamente elevados, e o preço mínimo da Conab que não representa a realidade”, observou.

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