Agentes da Susepe de Carazinho realizam operação padrão

22 de dezembro de 2016

Tags:Carazinho
Foto:Portal da Gazeta
Agentes penitenciários de Carazinho aderiram à mobilização que está ocorrendo em outros municípios do estado e estão realizando também a operação padrão a partir desta quarta-feira (21). A decisão foi tomada em conjunto pela categoria em razão do pacote do governo Sartori, que está sendo votado nesta semana na Assembleia Legislativa.
A reportagem do Grupo Gazeta acompanhou a mobilização durante a tarde de hoje. Em entrevista para a emissora, um dos agentes, Luíz Antônio Spot afirmou que a categoria seguirá mobilizada até que o governo sinalize com uma proposta adequada. ”Ninguém quer está operação ou uma greve, estamos fazendo porque não temos alternativas. O governo está nos impondo estas condições”, afirma o agente. 
Diante da greve dos agentes decretada há dois dias, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) ingressou com um pedido liminar declarando ilegalidade e abusividade dos grevistas. Nesta quarta-feira, a Justiça acatou parcialmente a medida, determinando que o direito de greve seja garantido, mas que um mínimo de 30% do efetivo seja mantido nos presídios, o que está ocorrendo no Pecar e hoje mesmo sendo dia de visitas cada preso estava com seu direito reservado.
Os agentes reclamam ainda da falta de viaturas. Hoje apenas um carro que foi emprestado de Passo Fundo, está à disposição para deslocações em Carazinho. As demais unidades estão paradas por problemas mecânicos. Além disso, a categoria também reivindica melhores condições de trabalho e mais agentes no policiamento. Segundo Luís, na ativa hoje são cerca de 20 agentes para monitorar mais de 300 presos, onde a escala é feita de dois por dia.  
Rebeliões
Em virtude destas operações padrões, uma série de rebeliões em presídios é registrada no Rio Grande do Sul desde a noite passada. Pelo menos seis unidades prisionais têm registros de protestos de presos e até de familiares no entorno das unidades. As rebeliões são motivadas pela irritação dos presos com a paralisação dos servidores da Susepe.
Na região, em Getúlio Vargas, quatro detentos morreram durante incêndio em colchões no começo desta manhã. Outros 15 foram levados ao hospital com ferimentos.(Emilio Arruda/Portal da Gazeta)

Ao Vivo - Rádio Carazinho