Há 3 dias, Assembleia tenta e não consegue intimar Jardel em processo de cassação

21 de outubro de 2016

Foto: Adriana Franciosi / Agência RBS
Desde que o processo de cassação do mandato de Mario Jardel (PSD) foi reaberto, na última terça-feira (18), a Assembleia gaúcha tenta entregar uma intimação para ouvi-lo. No entanto, ele ainda não foi encontrado. Tentativas foram feitas no próprio Legislativo e na casa do parlamentar. O telefone celular dele chama e ninguém atende. Nesta quinta-feira (20), colegas do deputado desconheciam seu paradeiro.
A primeira informação – fornecida no início da tarde desta quinta-feira (20) pelo chefe de gabinete de Jardel, André Luiz Alves – é de que o deputado estaria participando de um evento com conselheiros tutelares em Erechim. No entanto, o responsável pela reunião na cidade no norte gaúcho afirmou que o deputado não apareceu por lá, mas confirmou a presença de assessores.
Mais tarde, o próprio chefe de gabinete admitiu que ele, embora tenha marcado, não estava participando do evento. O assessor ainda destacou que nenhum colega estava conseguindo contato com o parlamentar e, por isso, ninguém sabia onde ele estava.
Defesa
O advogado de Jardel, Rogerio Bassotto, foi notificado nesta manhã sobre odepoimento marcado para a próxima terça-feira (25), às 10h, na Assembleia Legislativa. Ele voltou a afirmar que seu cliente está disposto a falar na subcomissão e que vai apresentar requerimento para uma acareação entre testemunhas. Também vai pedir que assinaturas do parlamentar sejampericiadas. No entanto, disse que não consegue se comunicar com o deputado desde o último domingo (16).
Subcomissão
O responsável pela subcomissão processante, deputado Sergio Turra (PP), destaca que, caso Jardel não apareça para depor na terça-feira (25), uma nova intimação será expedida, mas através do Diário Oficial da Assembleia Legislativa.
Cassação
processo de cassação iria ser votado na sessão plenária de 5 de julho, mas uma decisão liminar, entregue minutos antes, suspendeu a apreciação da matéria. O motivo para travar o caso foi a falta do depoimento de Jardel nasubcomissão processante. A Assembleia gaúcha tentou retomar a ação no Tribunal de Justiça (TJ-RS) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem sucesso. Por isso, foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda não obteve resposta.
Paralelamente, o processo foi reaberto e a tentativa de ouvir o parlamentar é, justamente, para eliminar o único empecilho até o momento para o andamento do processo. (Radio Gaúcha)

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