Incêndio em Cidreira devastou 1,2 mil hectares de floresta de pinus

13 de fevereiro de 2017

Foto: Guilherme Testa
Foi totalmente controlado o incêndio que devastou cerca de 1,2 mil hectares de floresta de pinus na zona rural da Lagoa da Fortaleza, nas imediações da ERS 784, em Cidreira, no Litoral Norte. O Corpo de Bombeiros encerrou a ocorrência ainda no sábado, enquanto as equipes da brigada de incêndio da Habitasul Florestal, proprietária da área, continuaram realizando ações de prevenção para que não houvesse nova ignição e se certificar que todos os focos do incêndio tinham sido eliminados.
Durante o domingo, poucos focos de fumaça ainda podiam ser vistos na área queimada. Segundo o comandante da companhia do Corpo de Bombeiros que atende Osório, Tramandaí, Santo Antônio da Patrulha e Cidreira, capitão Jocemarlon Acunha Pereira, esta foi a maior ocorrência que presenciou na região. “Nunca vi dessa proporção, mas o pessoal disse que há mais de uma década houve um semelhante em Quintão”, relatou.
De acordo com ele, tanto os bombeiros quanto as empresas que auxiliaram na ocorrência tiraram um legado da situação. “Precisamos ter equipamentos diversificados. Nosso equipamento de combate urbano até se presta para o início de incêndio, mas dentro da floresta dificulta. O que salvou foi o material das empresas”, disse Acunha.
O capitão ainda ressaltou que o fogo se espalhou devido a falta de ações preventivos no local, como a construção de canais com matéria inorgânica e a eliminação de material orgânico inflamável. “O fogo se espalhou porque os aceros não foram eficientes. Precisa de mais trabalho de prevenção”, avaliou Acunha. Conforme ele, o fogo somente não se espalhou para outras áreas porque a vegetação do entorno da floresta de pinus é de mata nativa. “Onde há mata nativa o fogo não se propaga. Por isso ele chegou no terreno vizinho e morreu. A mata nativa é muito úmida”, explicou.
Devido ao tamanho da área afetada foi necessário pelo menos dois dias de apoio aérea da Brigada Militar durante a operação de combate ao incêndio. Segundo Acunha, a área da floresta de pinus cobre 4,2 mil hectares, sendo que 1,2 mil ficaram destruídos. Entretanto, o capitão contou que o engenheiro florestal da Habitasul responsável por monitorar a ocorrência alegou que a mata de pinos retorna com muita facilidade. “Eles não replantam ela. Se corta o tronco e ela cresce de novo, segundo o engenheiro florestal”, contou Acunha. (Correio do Povo)

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