Mães denunciam taxas fora do plano de saúde para realizar partos no RS

13 de maio de 2016

Foto: Reprodução
Mães denunciam cobrança de taxa extra de médicos para realizarem partos, algo que a Agência Nacional de Saúde considera ilegal. A prática, no entanto, é aceita pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). Além disso, alguns médicos estariam recebendo duas vezes pelo mesmo serviço, cobrando das gestantes e também dos planos de saúde.

Para mim, foi cobrado R$ 1,5 mil. Com conversas com outras mães, assim, depende do emprego que a pessoa tem, a taxa é maior. Já vi médico cobrar até R$ 4 mil. Eles não dão nem recibo, não tem nada que tu vá provar que tu pagou”, relata uma mulher que prefere não ser identificada.
Ela fez o pré-natal e o parto pelo plano de saúde. E para garantir que a cesariana fosse feita pelo médico que a acompanhou durante toda a gestação, ela teve que pagar uma taxa. Segundo a mulher, o dinheiro foi pago direto ao obstetra.
A Agência Nacional de Saúde (ANS), órgão federal que regula os planos de saúde, considera esse tipo de cobrança ilegal por entender que o médico recebe duas vezes pelo mesmo serviço, pois se ele é credenciado, vai ser pago pelo plano de saúde e não pode receber nenhuma diferença da paciente.
A diretoria do plano de saúde Unimed também não concorda com a cobrança extra dos médicos e pede para que os segurados denunciem a irregularidade. ”A Unimed oferece o que determina o rol de procedimentos. A Unimed oferece tanto as consultas como atendimento ao parto, com uma rede de cooperados, que realizam esse atendimento às custas do convênio”, afirma a diretora Clarice Mottecy Piovazan.
Em alguns planos de saúde, a gestante não tem a garantia de que o médico do pré-natal vai estar presente na hora do nascimento da criança. Nesses casos, o parto normalmente é feito por uma equipe de plantão no hospital. Por isso, o Cremers considera legal a cobrança, desde que o parto seja particular, ou seja, que o médico abra mão do pagamento do parto pelo plano de saúde, e que negocie  com gestante logo no início do pré-natal.
“Um parto, devido ao longo tempo de acompanhamento, de nove meses, o médico sentir-se no direito de cobrar a presença dele, mas o paciente também pode não aceitar e cobrança dupla não pode acontecer”, diz o conselheiro João Alberto Larangeira.
Fonte:G1

Ao Vivo - Rádio Carazinho