Padilha e Meirelles falam em aumento pontual de impostos como medida extrema

26 de julho de 2016

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Foto: Beto Barata
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta segunda-feira, que o “maestro” da política econômica é o presidente em exercício, Michel Temer, e que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está correto ao dizer que a criação de impostos será uma “última alternativa” para o reequilíbrio das contas.
“Governo toca com maestro que chama Michel Temer e a equipe econômica, toda ela, vai no rumo daquilo que o presidente tem colocado. Claro que presidente ouve os técnicos, mas a decisão sempre é do presidente”, disse. “E o ministro Meirelles está dizendo o que é verdade: se não tem outro caminho (pode ter aumento de imposto). Ele tem razão sim, ele é o responsável por manter as contas em dia”, completou.
Padilha disse que é natural que a Fazenda faça com periodicidade reavaliações sobre o cenário econômico. “Esse é o papel, ele (Meirelles) faz bem, ele tem que avaliar o cenário, a cada bimestre faz um relatório”, disse, referindo-se ao relatório de despesas e receitas do governo.
O ministro ressaltou que ele não estava “falando nada em aumento de imposto” e que isso será uma alternativa em “último caso”. “O presidente Michel disse que, em último, quando não tiver outra alternativa”, disse, destacando que essa é a mesma opinião de Meirelles.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que, se as previsões de receita não se confirmarem, o governo não descarta “aumentos pontuais” de tributos para equilibrar as contas públicas e garantir que o déficit não ultrapasse os R$ 170,5 bilhões previstos na meta fiscal.
Até o dia 31 de agosto, a área econômica vai analisar o crescimento das receitas públicas, previsto para ocorrer neste ano e em 2017, e o possível ingresso de recursos com privatizações, concessões e outorgas. “Vamos fazer a previsão e se necessário, sim, faremos aumentos pontuais, mas apenas se necessário, porque é possível que não seja necessário”, disse o ministro após participar de seminário na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), no centro da capital fluminense.
Segundo Meirelles, o governo ainda não definiu quais seriam os setores atingidos pela eventual elevação de tributos.
O ministro espera que a proposta de emenda à Constituição que cria um teto para os gastos públicos seja aprovada pelo Congresso ainda este ano e que a queda na arrecadação seja revertida nos próximos meses, para retomada do crescimento da economia.(Correio do Povo)

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