Pedidos de recuperação judicial de empresas dobram no Rio Grande do Sul

14 de outubro de 2016

Tags:Brasil
Foto: Lauro Alves
O Rio Grande do Sul acumula 151 pedidos de recuperação judicial de empresas de janeiro a setembro de 2016. No mesmo período do ano passado, foram apenas 77. Ou seja, um aumento de 96%.
Destas, 141 pedidos de recuperação foram deferidos. E destes, 39 foram concedidas.
O levantamento é da Serasa. Entenda cada dado sobre recuperação judicial:
Recuperação Requerida: Quando a empresa entra com o pedido de recuperação em juízo, acompanhado da documentação prevista em lei, e que será analisado pelo juiz. Neste momento, verificará se o pedido poderá ser aceito.
Recuperação Deferida: A documentação foi analisada pelo juiz e está correta e o pedido pode prosseguir para a próxima etapa, que será a apresentação do plano de recuperação, mas isso não significa que a recuperação será concedida.
Recuperação Concedida: Uma vez que passou por todos os passos e cumpridas às exigências de lei, foi acatado o pedido, quando a empresa permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram todas as obrigações previstas no plano.
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Os números de recuperação judicial têm sido recordes. Para os economistas da Serasa Experian, revelam a gravidade da situação financeira das empresas brasileiras, especialmente a das micro e pequenas.
“Enfrentando prolongada recessão, que deteriora o fluxo de caixa, combinada com adversas condições creditícias (juros altos e restrições de acesso), acabam tendo que recorrer ao instrumento da recuperação judicial como mecanismo de sobrevivência.” – dizem.
A recuperação judicial foi um mecanismo criado para substituir a antiga concordata. Serve para dar um fôlego para a empresa e evitar a falência.
Mas será que funciona ou as empresas acabam quebrando de qualquer jeito?

Levantamento da Serasa mostra que uma em cada quatro empresas com processo de recuperação judicial encerrado volta à ativa. Mas é uma taxa ainda longe do ideal, segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.
– Mas pode ser considerada representativa, já que algumas empresas solicitam o processo quando, na realidade, já estão numa situação irrecuperável. Se ela já está neste estágio, fica cada vez mais difícil que consiga concluir a sua recuperação e voltar ao mercado. O pedido de recuperação judicial da companhia deve ser requerido quando os primeiros sinais de problemas financeiros começam a ficar evidentes.(Gaúcha)

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