PORTO ALEGRE TEM PROTESTO PRÓ E CONTRA PT

14 de março de 2016

Duas manifestações paralelas ocorreram na tarde deste domingo emPorto Alegre (RS), uma contra e uma a favor do governo federal. No Parcão, bairro Moinhos de Vento, cerca de 100 mil pessoas protestaram pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, segundo números preliminares da Polícia Militar. Um balanço será divulgado ao fim do evento. Já de acordo com os organizadores, o número ultrapassou os 140 mil.
No protesto “Coxinhaço”, em defesa do governo, no parque Farroupilha, a PM estima que o público tenha sido de 5 mil pessoas. A organização fala em 10 mil.
O protesto pelo impeachment foi pacífico e começou a se dispersar às 17h. Entre os manifestantes, grupos distintos mostraram apoio ao juiz Sergio Moro, pediram a cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), levantaram a bandeira de Jair Bolsonaro na presidência em 2018 e pediram intervenção militar.
Um dos grupos que liderava o coro da multidão foi a La Banda Loka Liberal, que nas letras das músicas, exaltou Moro e a Justiça, citou o aumento da gasolina e da energia, o caos do SUS, criticou a deputada estadual do PCdoB Manuela D’ávila e defendeu a desestatização de empresas.
“O PT instituiu a corrupção através da compra de deputados, não fez as reformas que propôs e acha que porque dá R$ 30 bilhões ao Bolsa Família pode roubar R$ 90 bilhões da Petrobras”, disse um dos coordenadores do movimento, o engenheiro mecânico Bernardo Ronchetti, de 34 anos.
Segundo ele, caso a presidente Dilma caia, a sucessão deve garantir uma distribuição básica federal: “Os municípios estão morrendo. Não importa o nome que chegue à presidência, se for o PMDB e houver indício de corrupção, nós vamos querer derrubar também”, alega.
Já o economista Daniel, de 48 anos, que não quis divulgar o sobrenome e foi com os dois filhos ao ato, acredita que Cunha seja um mal necessário ao país: “Torço para qualquer legenda que defenda a diminuição de impostos no Brasil”, diz.
No protesto a favor do governo, faixas alertavam para um “golpe” em curso, e os manifestantes defenderam que as investigações da Justiça não sejam unilaterais: “Onde está o Judiciário que não investiga o Cunha, o Aécio e o rombo da merenda escolar em São Paulo?”, questionou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.
Em nenhum dos protestos houve tumulto. A PM acionou 300 policiais para os dois atos.
Fonte:Época 

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