Promotoria espanhola pede dois anos de prisão para Neymar por suposta fraude na transferência do jogador para o Barcelona

23 de novembro de 2016

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Foto: Reprodução
O Ministério Público espanhol pediu dois anos de prisão para o jogador Neymar por suposta fraude na transferência do atleta do Santos para o Barcelona, em 2013. Além da detenção, a Promotoria pede ainda que o jogador pague uma multa de 10 milhões de euros.
Além do brasileiro, o promotor José Perals pediu a prisão por cinco anos de Sandro Rosell, presidente do clube catalão na época da transferência, por corrupção e fraude na assinatura do contrato do atacante com o fundo de investimentos DIS, que era dono de 40% dos direitos econômicos do craque e se diz prejudicado com o negócio.
Denúncia
No dia 7 de novembro, o juiz espanhol José de la Mata havia aceitado denúncia contra Neymar por corrupção entre entes privados, por causa de sua transferência para o Barcelona. Além do craque, também foram denunciados por corrupção os pais do jogador.
O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu (que era vice-presidente em 2013), Sandro Rosell e o próprio clube catalão foram denunciados por corrupção e calote, crime pelo qual também terão de responder o Santos e Odílio Rodrigues Filho, comandante do clube alvinegro na época da transferência.
Em julho, De la Mata havia decidido arquivar o processo, mas ele o reabriu em setembro. O juiz se baseou no contrato de 40 milhões de euros (R$ 141,5 milhões, em valores atuais) firmado entre Neymar e o Barcelona em 2011 para aceitar a denúncia.
De la Mata afirma que aquele acordo “alterou o livre mercado de contratação de jogadores. Ele impediu que o jogador entrasse no mercado conforme as regras da livre competição, de modo que se obtivesse uma maior quantidade econômica pela transferência”.
Quando Neymar se transferiu para o Barcelona, foi anunciado que o clube catalão havia pago 17,1 milhões de euros pelo jogador (R$ 60 milhões), mas uma investigação conduzida na Espanha levou à descoberta de que o valor real era de 86,2 milhões (R$ 305 milhões). O Barcelona admitiu a fraude, e isso resultou na saída de Rosell do clube, em janeiro de 2014.
Foi baseado nessa investigação que o DIS, em junho de 2015, apelou à Justiça espanhola, alegando que havia sido passado para trás por Barcelona, Santos e Neymar. Em um comunicado divulgado nesta segunda, o Barcelona se diz inconformado com a denúncia. (O SUL)

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