PROTESTO REÚNEM CERCA DE 114 CAMINHÕES CEGONHAS NA BR 290

5 de abril de 2016

Foto: Guilherme Testa
Nesta terça-feira, 114 caminhões-cegonha realizaram uma manifestação, percorrendo um total de 65 quilômetros da BR 290 (freeway) em velocidade reduzida. O “caminhonaço” teve início na frente da unidade da General Motors (GM) de Gravataí, às 10h e se deslocou em direção ao trevo próximo da entrada do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. 
A manifestação exigiu reajustes nos valores de frete e melhores condições de trabalho para os cegonheiros e durou cerca de três horas, encerrando com retorno à unidade da GM. 



O presidente do Sindicato das Pequenas e Micro Empresas de Transporte de Veículos (Sintravers), Sílvio Dutra, informou que 3,8 mil trabalhadores no país não estão conseguindo trabalho em razão da crise econômica. Conforme Dutra, o frete está defasado em 20%. “O governo federal precisa facilitar o acesso da população na aquisição de um veículo”, explicou. Segundo Dutra, as montadoras prometeram uma produção de 4,5 milhões de carros em 2016. No entanto, em função da crise a produção é de apenas 2 milhões de carros/ano, o que segundo Dutra, está deixando os trabalhadores ociosos. “Os caminhoneiros não estão conseguindo honrar os compromissos com os bancos e está havendo demissões no setor”, ressaltou. Segundo Dutra, as empresas de logística exigiram investimentos dos prestadores de serviço. “Compramos caminhões e carretas para atender uma demanda de 4,5 milhões de veículos prometidos pelas montadoras o que acabou não sendo cumprido”, lamentou.
O presidente do Sintravers informou que para saldar as dívidas com os bancos, os trabalhadores estão devolvendo os equipamentos. “Cada conjunto de cavalo mecânico e carreta custa de R$ 400 mil a R$ 500 mil e os caminhoneiros não tem como arcar com esta dívida”.
O motorista Maurício Pereira, de São Bernardo do Campo (SP), disse que antes da crise realizava três viagens por semana. “A situação está difícil. Realizo uma viagem a cada 15 dias”, lamentou. Com 12 anos de profissão, Fernando Henrique Almeida, de São Paulo, disse que torce para que apareça uma solução para crise. Ele realiza também uma viagem a cada 15 dias.
Fonte:Correio do Povo 

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