RESULTADO DA OPERAÇÃO QUEIJO COMPENSADO É APRESENTADO EM CARAZINHO

3 de junho de 2016

Tags:Carazinho
Foto: Reprodução


O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Segurança Alimentar, desencadeou na manhã desta quinta-feira (02) a terceira fase da Operação Queijo Compen$ado. Estão sendo investigadas as marcas de queijo Luza, de Constantina, Valparadiso, de Carlos Barbosa, Taurino Laticínios, de Tenente Portela e Latteria, de Antônio Prado. 

Foram cumpridos cinco mandados de prisão, 18 de busca e apreensão e serão apreendidos 13 veículos durante a ação. Os mandados são cumpridos em sete cidades gaúchas: Constantina, Sarandi, Tenente Portela, Antônio Prado, Carlos Barbosa, Canoas e Porto Alegre. Mas outras marcas encontradas na operação estão sendo analisadas. 



Os Promotores de Justiça da Especializada Criminal, Mauro Rockenbach, e de Defesa do Consumidor, Alcindo Luz Bastos da Silva Filho juntamente com o promotor coordenador do centro de apoio criminal do MP, Luciano Vaccaro e representantes do Ministério da Agricultura e Receita estadual, concederam durante a tarde na sede da Promotoria de Justiça de Carazinho uma entrevista coletiva para falar sobre o assunto.

Em entrevista a Rádio Gazeta AM, o promotor Mauro Rockenbach, falou da situação constatada ontem (01) à noite no município de Antônio Prado, onde o fiscal sanitário municipal, Eduardo Bettoni, foi flagrado em um telefonema com um dos empresários envolvidos. No áudio o servidor alertou o homem que o Ministério Público e a Brigada Militar realizaram nesta manhã uma ação na cidade. 
A reportagem do Grupo Gazeta teve acesso a essa escuta.
O promotor Alcindo Luz Bastos da Silva, em Entrevista a Rádio Gazeta AM, afirmou que nesta fase foram apreendidos cerca de 20 toneladas de produtos adulterados. Segundo o promotor até rótulos falsas foram encontrados em duas das empresas investigadas.
INVESTIGAÇÕES 
As investigações apontam diversas irregularidades em quatro laticínios da região Norte e da Serra gaúcha, como a adição de amido de milho no queijo, utilizado para mascarar a colocação de menos leite do que o exigido pelas normas da indústria. As empresas também forneciam queijo vencido, estragados, sem procedência e trocavam os rótulos dos produtos. Laudos do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), vinculado ao Ministério da Agricultura, ainda indicaram a contaminação por bactérias da espécie staphylococcus, além de coliformes fecais, em amostras de queijos fornecidos pelas empresas. 

Os mandados de prisão foram cumpridos nesta manhã nos municípios de Constantina, Tenente Portela, Antônio Prado e Carlos Barbosa. 



Conforme apurado pelas investigações, uma empresa de Constantina e outra de Carlos Barbosa investigadas nesta fase da Operação Queijo Compen$ado possuem somente o selo do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), ou seja, apenas podem comercializar seus produtos dentro do município. No entanto, estas empresas comercializam clandestinamente seus produtos em diversas cidades, principalmente na região metropolitana de Porto Alegre, Vale dos Sinos e Litoral Norte. Um dos produtores investigados na operação, por exemplo, distribui somente para a Região Metropolitana de Porto Alegre cerca de 100 toneladas de queijo por mês. 


(Radio Gazeta 670)

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