Situação de trecho da RSC 153 afeta escoamento de grãos

24 de maio de 2016

Foto: Rodrigo Assmann
Os motoristas que deixam o Norte gaúcho para o escoamento da safra de grãos até o Porto de Rio Grande pelo mais recente Corredor de Exportação do Estado encontram dificuldades devido à situação de um trecho de 35 quilômetros. A quantidade e a profundidade dos buracos na RSC 153 entre Soledade e Barros Cassal causam prejuízos nos caminhões e oferecem risco de acidentes. Muitos caminhoneiros utilizam a BR 386 até Porto Alegre e depois a BR 116, mesmo que a rota alternativa seja mais longa e tenha pedágios.
Os riscos aumentam neste período com a intensificação do movimento em razão do escoamento da soja. O tráfego é mais acentuado das 16h às 17h no trecho em Barros Cassal. Os motoristas formam comboios na RSC 153 com os veículos carregados. Em trechos como nos km 243, 241 e 232, é preciso fazer manobras pela contramão e até pelo acostamento para desviar das crateras. No ponto mais precário, no km 232, buracos chegam a 20 centímetros de profundidade.
O caminhoneiro Elvio Gonsalves, de 32 anos, utiliza o trecho até cinco vezes por semana e apenas durante o dia. “O motorista é obrigado a andar muito devagar, quase parando mesmo. Por isso, não tem como dirigir à noite, não dá para ver os buracos, fora que já ouvi muitos casos de assalto nesse trecho.”
O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) informou que entre 9 e 13 de maio houve manutenção no local. As próximas ações tiveram que ser interrompidas devido ao atraso no fornecimento de Cimento Asfáltico de Petróleo pela subsidiária da Petrobras no Estado. A estatal diz que está tomando as medidas necessárias das cláusulas contratuais que possui com a fornecedora para a retomada do envio do material. Além disso, um processo licitatório de recuperação do trecho entre Barros Cassal e Soledade está sub judice. Segundo o Daer, uma das concorrentes ingressou com recurso após o resultado. Agora, a autarquia espera a resposta da Justiça para dar o aval do começo da obra.
Fonte:Correio do Povo

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