TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE CONTRATAR UM PLANO DE SAÚDE

9 de abril de 2016

Foto: Reprodução
Contratar um plano de saúde requer paciência e muita atenção. O consumidor precisa se cercar de todos os cuidados e, ainda assim, pode ser pego de surpresa quando precisar usar o convênio médico.
Em um setor que ano a ano bate recorde de reclamações, preocupar-se com as minúcias do contrato é fundamental. De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor, as queixas contra as operadoras cresceram 65% em 2015 na comparação com 2014.
Reajustes abusivos, demora no atendimento e problemas de cobrança foram as principais críticas dos clientes.
Com tantas opções no mercado, a recomendação é que o cliente leia atentamente o contrato antes de aceitar a proposta. Para ajudar nessa missão, confira um guia com algumas dicas essenciais para você não ficar na mão.
Cobertura.
A grande maioria dos planos de saúde oferecem cobertura ampla, ou seja: consultas em número ilimitado, exames em geral, internação e parto. Confira com seu corretor qual a cobertura que o plano oferece a você.
Ao contratar o plano de saúde, certifique-se de que está recebendo todas as orientações necessárias quanto à cobertura. No caso de plano de saúde para crianças, veja a cobertura de Pronto Atendimento hospitalar pediátrico, quais hospitais oferecem atendimento de urgência e emergência e veja se a rede fica próximo a sua residência.
Abrangência.
Veja em detalhes ao contratar seu plano de saúde qual a abrangência geográfica em que ele vale. Se você costuma fazer viagens a nível nacional, não se esqueça de contratar o seguro com a abrangência nacional.
Carências.
As carências contratuais dos planos de saúde são, em geral, iguais para todos os serviços, pois são determinadas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Contudo, as operadoras de saúde ou administradoras podem oferecer redução de carências, que geralmente são para consultas e exames simples.
Reajuste.
Outro detalhe importante é ver se o contrato é individual, familiar ou coletivo por adesão. Nos dois primeiros, os reajustes precisam ser aprovados pela ANS e não podem superar o percentual estipulado. Já os produtos por adesão são regulados pelo mercado, ou seja, quanto maior o uso daquela carteira de clientes, maior será o aumento.
O reajuste por faixa etária está previsto por lei. A cada cinco anos, a partir dos 19 anos de idade, a operadora pode aumentar o valor do plano. O índice é definido em cada contrato.
Coparticipação.
Atualmente a opção de plano de saúde com coparticipação pode se tornar uma excelente opção para quem quer reduzir os custos. Além da mensalidade (valor um pouco menor), você paga um valor fixo por serviço: consultas, exames e internação.
Se você não é portador de doença pré-existente, pode contratar essa opção com tranquilidade. Porém, para usuários em tratamento contínuo, a melhor opção ainda continua sendo a contratação sem coparticipação.
Informações adicionais.
Antes mesmo de marcar a assinatura do contrato com seu corretor, certifique-se de ter as principais informações. É aconselhável consultar no site da ANS a reputação da empresa e a situação do plano. Em caso de descumprimento das regras, é na agência que o cliente deve registrar a queixa.
Fonte:O SUL 

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