Preço médio da gasolina cai em 12 estados, incluindo o Rio Grande do Sul

1 de novembro de 2016

Foto: Jackson Ciceri
Os preços médios do litro da gasolina para o consumidor caíram em 12 estados e no Distrito Federal na semana que se encerrou no sábado (29). A retração ocorreu duas semanas após a Petrobras anunciar a redução do preço da gasolina nas refinarias. Apesar de registrarem preços menores na semana passada, apenas oito desses estados praticaram preços abaixo dos valores registrados antes do anúncio da Petrobras.
Em outros 12 estados o preço médio da gasolina subiu na semana passada e em outros dois ficou estável. O levantamento foi feito com base nos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No país, na semana encerrada no dia 29 de outubro, o preço médio do combustível para o consumidor ficou em R$ 3,669 – queda de apenas R$ 0,002 em relação à semana terminada em 22 de outubro, quando o preço era de R$ 3,671, ou seja, menos de 1 centavo.
Na semana terminada no dia 15, em que a estatal anunciou a redução do preço, o valor médio do litro estava em R$ 3,654. Portanto, o preço ainda está acima da média apurada antes do anúncio da redução.
A ANP monitora semanalmente os preços da gasolina, etanol e diesel em todo o país. Os pesquisadores coletam os dados sobre gasolina em 5.667 postos do país.
A diferença de preços entre os estados chega a 18,8%. A gasolina mais cara na semana passada era a do Acre (R$ 4,117 o litro). Já a mais barata era no Distrito Federal (R$ 3,465).
Onde o preço caiu: Acre, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Onde o preço subiu: Alagoas, Amapá, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo e Sergipe.
Onde ficou estável: Pará e Santa Catarina
Diferenças de preços
De acordo com Walter Vitto, consultor de análise setorial e inteligência de mercado da Tendências, além dos diferentes valores do ICMS em cada estado, há diferença entre os custos de frete do combustível. “Estados mais distantes das refinarias tendem a ter fretes mais caros, e esse é o caso do Acre”, diz. No entanto, o estado está entre os que têm a menor alíquota de ICMS do país – 25%, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).

Há, ainda, diferença entre as alíquotas estaduais do ICMS incidente sobre os preços do etanol anidro, que responde por 27% da composição da chamada gasolina C, a que vai para o consumidor. No caso do Rio Grande do Sul, o percentual é de 30%. O estado com a menor alíquota do ICMS sobre o etanol anidro é Minas Gerais (14%), segundo o Sindicom.
André Braz, pesquisador da FGV/IBRE, diz que, além da carga de impostos e frete, o preço da gasolina varia também de acordo com as safras. “Os aumentos não são lineares no Brasil todo. As diferenças surgem em função do preço do álcool colocado em cada cidade por causa da safra”, diz.
Ele afirma que em estados localizados em regiões com safra de cana de açúcar, por exemplo, como São Paulo e Bahia, o etanol fica mais barato, pois não há gasto com frete. “Por outro lado, quando há entressafra na cana ou se decide exportar mais açúcar, o álcool sobe e consequentemente a gasolina. A cana joga volatilidade ao preço da gasolina”, explica.
Outro fator que pesa é a liberdade dos postos de prática de preços. “Os postos podem ter giro muito grande de vendas, que ajuda a negociar preços melhores com as distribuidoras e conseguem repassá-los para o consumidor. Assim, vendem mais por colocarem o preço para baixo”, diz.
Veja a variação de preços no mês de outubro no RS:
02/10/2016-08/10/2016: R$ 3,834
09/10/2016-15/10/2016: R$ 3,840
16/10/2016-22/10/2016: R$ 3,842
23/10/2016-29/10/2016: R$ 3,836

Fonte:O SUL

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